"Amar é jamais ter que pedir perdão, pois quem ama não sente a necessidade de perdoar, pois o perdão é algo 'automático'".
Tudo bem, a frase não foi bem essa, mas o sentido era mais ou menos o que escrevi acima. E é como dizem: a gente só aprende as coisas quando estas acontecem conosco. Hoje em dia, compreendi, sob a ótica desta nova interpretação sobre o "Amar é...", que o amor pode ser, sim, medido pela capacidade que se tem de perdoar. Foi assim com Deus e com a humanidade: Ele amou o mundo de tal forma, que entregou seu Filho Jesus - assim, perdoou eternamente o ser humano (João 3:16), para que este tenha a vida.
Percebi que essa é a ideia: o amor está diretamente ligado ao perdão. Hoje, após encontrar o grande amor da minha vida, meu eterno namorado, amigo, irmão, marido e companheiro Fábio, entendo que é isso. Vejo a capacidade que ele tem de me perdoar, mesmo quando estou clara e obviamente errada (há momentos em que eu mesma reconheço). E eu entendo o porquê: esse homem me ama, e é por isso que, quando eu me atrevo a perdir-lhe perdão, ele docemente me fala "tudo bem...". Não há rancores. Ao contrário de minha mãe, que diz "matar" dentro dela as pessoas que algum dia de alguma forma a feriram (isso, é claro, sem se livrar dos cadáveres putrefatos, que inundam a alma dela com o odor da amargura), ele me perdoa.
Todos os dias, perdoo minha mãe, por mais que ela me irrite e entristeça profundamente com sua mesquinhez e arrogância (e, principalmente, falta de amor), mas acho que ela nem sabe.
O amor existe para quem sabe perdoar. Estou aprendendo a perdoar a mim mesma a cada dia, pra que, desta forma, eu possa ser capaz de amar sem me limitar ao que já passou, ao que é passível de perdão.